9.7.09

Fazedores de Filmes

3 caras que me inspiram, cada um à sua maneira.

* Pedro Almodóvar

* M. Night Shyamalan

* Guy Ritchie

A ordem está de acordo com a preferência. Guy Ritchie é um pouco repetitivo e tem macho demais na história. No entanto, gosto muito da trama, da interação entre os personagens, do modo como conta a história.

Todos eles são excelentes contadores de história. Cada qual no seu gênero, compasso e pulsação.

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Acima, cena de De Salto Alto, Almodóvar, filmaço! Olha só que sexy esse policial com sua mãezinha; depois no palco...fazendo horrores. E no camarim mais ainda.



Atualizado no site >> Telemarketing na cena do crime



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30.6.09

Imagem

Há algum tempo que a moda é fazer trailer de livro. O cinema e a televisão já se inspiraram e recontaram as histórias dos livros. Agora, o próprio usa como veículo (tão-somente de divulgação) os curtas... e põe curtas nisso, questão de segundos.

A imagem. Qual a imagem do livro que escrevemos? Como o vemos? Qual a imagem da história que criamos? Como somos nós, leitores, escritores, espectadores?

Mais do que nunca não acredito em mitos; acredito em humanos complicados, talentosos , sensíveis e cheios de defeitos. A imagem não diz tudo. O que reflete na caverna é a imagem, não a verdade.


Penso no trailer de Ligações da Rua. Penso na morte de Michael Jackson e na sua vida tão rica e tão miserável. Penso que não devíamos usar máscaras...

a não ser que um filho da mãe resolva espirrar do teu lado.

Atualizado e bom de ler> A Supervisora - Parte 1


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18.6.09

GiraMeusol


Se eu fosse poeta, eternizaria palavras de amor sobre e para os girassóis. Ele - o girassol - é o leão das flores, o rei. Se eu fosse filósofa, teorizaria sobre o significado primeiro, dentre todos os outros vegetais, o de ele se destacar sem nem menos fazer parte de grandes cerimoniais mas estar sempre no nosso imaginário, nos filmes e livros. Se eu fosse psicóloga, analisaria o comportamento positivo da flor virar-se em direção à luz e, diante dela, abrir-se bela e feliz (se vegetais tivessem sentimentos...hi hi...desculpe, eles têm...retiro as risadas). Bem, se eu fosse tudo aí que eu citei, não daria tempo para baixar essas imagens lindas de girassóis. Ah, os girassóis...Será que dá para comê-los com azeite de oliva?
Se eu morrer, quero virar UMA girassol.


Atualizado e bom de ler > A palavra é: narcisismo


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17.6.09

Le Repos du Guerrier


Lendo pela terceira vez. Só que agora tô meio puta com a protagonista. Ela coloca o carinha num pedestal ridículo, porra, ele nem emprego tem, minha fia...te liga, mana... hi hi...Bom, parece que é bom de cama, digo, consertou o estrado dela...hi hi

Christiane Rochefort - escreve que é uma beleza, estilo, concisão, frases curtas, conteúdo!


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15.6.09

A visão filosófica do amor

fonte: floguxo.com.br

Entrevista de Donaldo Schüler


Será que todo mundo ama, de uma forma ou outra?


Vamos ver. Existem dois conceitos de amor: o de Eros, que é desejo. E, como tal, ele passou para a psicanálise. Quer dizer que as pessoas movidas de desejo é que procuram o objeto do desejo. Existe uma busca mútua do que se deseja. Pode ser tanto ideias, pensamentos, como as próprias pessoas. Existe um outro conceito completamente diferente, que é o conceito bíblico e que se difundiu na Idade Média. Nele o amor é dádiva. Esse amor dádiva é definido no Novo Testamento, especificamente pelo apóstolo Paulo, que disse: “O prazer de dar é maior que o prazer de receber”. Este é o amor cristão, é a dádiva sem recompensa nenhuma.

Mas todos amam?

O Ocidente é a confluência desses dois conceitos. Na medida em que todos desejamos, nós amamos. Quer dizer que você pode amar uma corrida de cavalos, uma casa, pessoas, tudo o que você deseja entra na esfera erótica do desejo. Na medida em que estamos interessados pelos outros, e damos sem pensar em recompensa, somos movidos por este conceito bíblico, desenvolvido na Idade Média também como dádiva. Quer dizer que se a pessoa diz que ama, é um termo ambíguo. Em declarações de amor que dizem “Eu Te Amo”, o que significa isso? Eu te desejo? Eu quero te proteger? Quero fazer alguma coisa por ti mesmo que tu não me retornes nada? Em uma declaração de amor me parece que este conceito não entra em consideração. Se uma pessoa declara amor a alguém, espera que ela retribua o mesmo sentimento que a gente oferece para ela.

É missão difícil o que o senhor chama de reerotização?

No momento em que a gente toma consciência da falta de sentido da vida, é neste momento que devemos nos preocupar em buscar um sentido da vida. Assim, O Banquete é muito importante para refletir sobre isso. É uma decisão nossa. Nossa infelicidade é criada não por situações exteriores, mas pela nossa própria ligação com a realidade. Se nós damos sentidos às coisas, as coisas têm sentido. Se nós não damos valor à vida e às coisas e às pessoas, elas não têm valor. Depende de nós.

É possível ser feliz sozinho?

Pensando helenicamente, Aristóteles disse que o homem é um ser político. Isso significa que nós vivemos dentro da pólis, da cidade. E a cidade é pessoa. A política aparece no momento que eu vivo com outra pessoa. Desde o nascimento, nós nos relacionamos pelo menos com a mãe e depois com o pai, e com os irmãos, com a família, com os amigos da família e com o resto da sociedade. A solidão realmente não existe, nós estamos acompanhados desde o ventre materno.

Fonte: clicrbs



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11.6.09

Chavela Vargas

Ideia. Sentimento. Música.

Quantas vezes não nos vemos diante de uma mesa de bar lastimando a burrice de sempre, o eterno (engano) retorno e prometendo a si mesma não mais se repetir. Essa mesa de bar, às vezes, pode ser o confessionário, o monitor do computador, a cara da amiga ou o espelho. Depois de repassar o trailer do filme da sua vida e tu perceber que quase nada foi como deveria ter sido, resta apenas "dar de ombros" e dizer aos seus botões ou ao zíper do jeans: Fiz o melhor possível com as ferramentas que tinha à mão. Bruce Willis jamais salvaria o mundo com um alicate de unha.


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cortesia de www.letras.com.br


Aproveite sem moderação.

10.6.09

Etiqueta colada no monitor


Não é falando sem parar de literatura que nós vamos criar a nossa literatura, mas escrevendo, em orgulhosa solidão, livros que terão a violência de um cruzado no queixo.


Roberto Arlt

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